sábado, 11 de fevereiro de 2017

Sadness ; end



Desde que me recordo, sempre fui uma pessoa perturbada.
Desde que me entendo por gente, nunca encontrei sentido neste mundo caótico.
São incontáveis as vezes que pensei em desistir, e sim, sou fraca. Já me dispus a muito e quase prazerosamente ficava imaginando o sufocar de algo apertando meu pescoço ou o sangue saindo da minha pele...
Eu tinha, nesses pensamentos, a sensação de libertação, como se a dor física fosse mais agradável do que a tormenta mental.
Mas como citado acima, sou fraca. Sempre fui o tipo de pessoa que só faz algo quando tenho certeza de que dará certo.
Nunca cortei meus pulsos, por exemplo, por medo de não morrer, sim, o medo era de não morrer e ser taxada como uma "garota querendo atenção". Bizarro, não?
Talvez por guardar esta inquietude desenvolvi alguns problemas físicos causados pela famosa ansiedade e quando tinha a sensação de sufocamento gerada por todo um processo químico no cérebro, ora queria que essa sensação passasse o mais rápido possível, ora queria que o sufocamento fosse definitivo.
De fato, essa fui eu por muito tempo e este passado sombrio ainda me assombra.

Hoje sei que minha dor, meu sofrimento, estão em minhas mãos e eu sou capaz de mudar as coisas que me incomodam. Aprendi a dar valor no que tenho, aprendi a se grata.

Meu mundo está em minhas mãos, hoje.






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